23 abril 2016

Livro: O Diário de Anne Frank

      Não é comum eu escrever sobre livros, mas sou uma mulher apaixonada por leitura. Comecei a ler tarde, com 15 anos, hoje me arrependo muito por não ter começado antes! Geralmente minhas escolhas são aqueles livros bem românticos - com muito mel, que me fazem chorar. Gosto de livros que fazem minha imaginação ir além e me levam para outra "realidade", porém minha última escolha foi o Diário de Anne Frank que fugiu do meu comum de leituras.





      O livro O Diário de Anne Frank que eu comprei é uma das versões, de três. Ela escrevia no diário que ganhou de aniversário considerada a versão A, começou a reescrever a versão B quando soube que após a guerra o diário poderia ser publicado, porém a versão C surgiu quando somente o pai dela sobreviveu, juntou e completou o diário.

      Lembrando que eu não sou crítica literária e sim uma apaixonada por leitura - o livro no início é um pouco cansativo, pois ela descreve a rotina diária do Anexo Secreto. Nele moravam 6 pessoas, inicialmente, em julho de 1942. Sepois 7 pessoas a partir de novembro do mesmo ano, seriam eles: Família Frank, família Van Pels e Fritz Pfeffr. Uma rotina incomum de muito silêncio, sem abrir janelas, espaços improvisados e diversas outras restrições. 



      Anne era uma menina muito além de sua época, parecia que eu estava lendo algo escrito por uma jovem atual, pois ela trouxe nele diversas problematizações sociais que atualmente são muito discutidas. Adorava uma boa leitura, sentia muita falta de carinho e atenção. No livro é perceptível o amadurecimento dela, os pensamentos e sentimentos mudaram e ela conseguia observar o quanto sua cabeça e corpo mudaram no tempo no Anexo. Ela me deixa surpresa com diversos temas abordados em seu diário, vou mencionar alguns:

  • O fato dos pais não falarem nunca sobre sexualidade. Ela repudia o fato de esperarem os filhos aprender na rua, pois seria muito melhor conversar abertamente. Ela era uma menina curiosa e queria saber algumas verdades.
  • A maioria dos adultos (até hoje!) acham que quando um adolescente está falando é bobagem antes mesmo de ouvi-lo. Ela queria voz, queria ser ouvida e entendida. 
  • Ela achava muito ruim a situação em que a mulher vivia naquela época, situação de submissão. Queria poder fazer a diferença e lutar pela igualdade de gêneros, algo que lutamos muito até hoje.
      Minha opinião final é que vale sim a leitura, o aprendizado. Com ele é possível fazer inúmeras reflexões sobre a nossa vida pessoal, mesmo que não seja exatamente a ideia do livro. Como por exemplo o fato deles estarem escondidos por serem judeus, o modo de vida deles, o que eles deixaram de aproveitar por isso, as vidas que foram interrompidas devido a guerra e várias outras reflexões.
      Circulando pelo facebook encontrei esta imagem abaixo, onde mostra como seria a Anne Frank se ela fosse uma princesa da Disney, e foi aí que lembrei que eu já tinha escrito esse post e não teria publicado.




   

2 Comentários

  1. Também sou apaixonada por livros e também prefiro os romances! Rsrs...

    O Diário de Anne Frank foi um dos livros mais emocionantes que já li.

    Adorei suas considerações sobre o livro.

    BjO
    Www.brechodanylins.com.br

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  2. Eu amo esse livro, simplesmente. Chorei muito e aprendi muito com a leitura. Sou professora de história e sempre menciono a Anne nas minhas aulas. E Como tu mesmo disse, ela foi uma guria a frente do seu tempo, uma inspiração pra mim. Adorei me lembrar desta leitura. Ps.: O diário tem duas versões de filme, uma mais antiga e outra mais nova, que tem no youtube, se tu tiver muitos lenços para enxugar as lágrimas!!! Beijão.

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