Mamãe de Primeira Viagem - Madrasta



   O quadro Mamãe de Primeira Viagem nasceu para poder trazer experiências de mamães reais que a cada dia descobrem novidades, ganham experiências e que tornaram-se mamães de primeira viagem! Eu, Tanara, ainda não sou mãe, mas um dia serei e quero poder aprender junto com vocês através das experiências de outras mulheres.
     Os posts estão sendo realizados semanalmente, nas quintas-feiras. Como não depende só de mim procurarei o maior número de mamães possível e se você leu esta matéria, gostou da ideia e quer colaborar entre em contato comigo!


      Tatiele, 20, compartilhou com o quadro Mamãe de Primeira Viagem uma experiência muito bacana sobre ser uma madrasta de primeira viagem!

     No mês de Janeiro de 2014 conheci o filho do meu namorado de sua relação anterior. Samuel tinha 3 anos e era (ainda é) uma criança com uma personalidade muito adulta e diferente de todas as outras crianças que eu havia conhecido. De cara, me assustei. Sua primeira reação a me ver foi fazer uma careta de alguém que estivesse comendo algo muito ruim. Aquele primeiro dia de contato foi muito difícil, pois além de não ter gostado de mim, não deixou em nenhum momento haver uma aproximação. Pra melhorar as coisas, a relação do meu namorado com a ex era péssima, e senti que eu teria de lutar contra mais de um obstáculo. 


      Comecei a frequentar os ambientes em que ele estava, mas era sempre com aquela carinha de nojo que ele me olhava. Eu estava desistindo e irritada com aquilo. Ele alternava os dias com o pai e a mãe e o comportamento dele sobre mim fazia com que eu não aparecesse nos dias em que ele estava na casa do meu namorado. Após poucos meses ele passou a passar apenas os fins de semana com ele e esses eram os dias que eu teria para aproveitar o meu namorado. Pensei: “aaah, não vamos dar certo.” 

      As provocações eram constantes, e isso prejudica muito não só ao sentimento da criança por ti, mas pelo teu sentimento por ela. Parece frio da minha parte, mas quem passou por isso sabe como funciona. É pior do que a sogra te odiar, pior do que a família inteira dele te odiar. Quando se gosta de alguém se cria planos, casamento, filhos. Aquela criança não era minha e ainda por cima tinha uma mãe que torcia pra dar errado, torcendo pra que eu desistisse.

      Em um fim de semana na casa de praia da família do meu namorado lá estávamos nós. Eu e o Samuel juntos, mas distantes. Até que a noite fui ao quarto fazer a cama onde eu, meu namorado e ele iriamos dormir e me dei de cara com aquela coisinha pequena no quarto... sozinho e comigo! Ele me olhou, mas não fez cara de nojo e nem saiu do quarto. Enquanto eu colocava o colchão no chão ele saltou do beliche e começou a pular desarrumando tudo que eu havia arrumado. A risada dele era tão linda que eu nem fiquei brava e logo comecei a pular no colchão com ele. Quando vi que ele não havia se importado com a minha presença, fiquei a vontade. Comecei a cantar músicas e fingir que eu também tinha 3 anos (eu me sentia com). 

      Peguei pela primeira vez nas mãozinhas tão pequenas que davam medo de esmagar. Pulamos a noite inteira até que ele me chamou pelo nome quando já havia parado de pular, pois não sentia mais meu corpo e suava muito kkk. Ele pedia: “Tati, por favor, vamos pular!” Foi algo tão simples. Ele havia dito o meu nome e me queria com ele. Aquilo me fez querer ter aquela coisinha na minha vida. O tempo passou e depois daquele dia nasceu em mim um amor imensurável por ele que eu não sei explicar. Não foi feito de mim, mas foi feito pra mim!

      Mês que vem ele faz 5 anos e hoje somos uma família. Nossa relação é algo fora de série e nos respeitamos muito. Hoje sou casada com o pai dele e ele mora aqui em casa todos os fins de semana. A personalidade dele com os outros não mudou muito, mas a gente se ama demais que até o pai dele fica com ciúmes. Ficamos sozinhos em casa, vemos desenhos, contamos histórias de terror a noite, ele me pede pra fazer as coisas, conversamos sobre família. Inclusive na ultima conversa que tivemos ele mandou trocar todas as fotos da casa, pois em algumas ele não estava com a gente. “Somos uma família, tem que ter eu, tu e meu pai juntos!” ou quando ele chega e eu digo que ele nem estava com saudade. “É claro que senti saudades, eu nunca deixaria vocês dois para trás”. Eu me descobri com ele, descobri que não existe só o amor de mãe, de dinda, de sangue. 

      Existe o amor que é plantado como uma sementinha em uma terra que tem tudo pra não dar frutos. Esse amor vem da alma. Não foi fácil, mas agora eu descobri o meu mais novo amor! 


Você tem experiências e quer compartilhar? Envie ela para tatashhormain@hotmail.com junto com uma foto, o nome e idade da mamãe e do bebê. Assim que receber o e-mail entrarei em contato imediatamente!

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